terça-feira, 15 de maio de 2012
Merda 1
Era 12 de janeiro de 1995, por incrível que pareça estava um dia chuvoso e muito frio.
Fui fazer uma entrevista para estágio em jornalismo, mas era tão longe, tão longe que me fazia a cada momento perder menos a esperança e encarar o desafio.
Com mochila nas costas, guarda- chuva, celular sem crédito, cinco reais no bolso e um bilhete único que nem ladrão iria se interessar, lá fui eu. Simples, essas coisas de luxo não fazem parte da minha personalidade.
Pra falar a verdade eu nem lembro o nome da empresa, sei que era algo com bus.
Ok, processo lindo e muito romântico que era eu e o meu guarda chuva e a minha mochila andando por são paulo, peguei o ônibus na viela de casa, o metrô na vila e quando cheguei para pegar o outro ônibus esse cachorro não quis passar e descobri que estava no ponto errado, fui para o ponto certo, umas 20 pessoas estranhas do meu lado, era povão mesmo, o velhinho reclamava, o tiozão limpava o salão, a velha espirrava parecendo que estava latindo, é... realmente o povo era estranho, mas eu não poderia falar nada porque eu também era outra estranha.
Foi quando acompanhando o sabor daquela chuva maravilhosa e as gotinhas no chão foi de novo que de repente um ser de mal com a vida passou com o carro igual naquelas corridas que o Ayrton Senna competia, o detalhe foi que ele fez questão de passar pela poça de água e a besta que vós escreve tomou um mega banho de poça de água 'SUJA' sim suja.
Te juro que esse presente eu nunca mais irei esquecer.
Com carinho, Bartolomeu.
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