quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Aquela cadeira não me é nem um pouco confortável, mas ao olhar para o lado direito, as coisas começavam a mudar e a cadeira em instantes vira aquelas poltronas bem fofinhas do cinema, O titulo, era comédia romântica.
Pescoço teimoso que cismo que a aula dava mais ênfase ao virar para o lado e não para frente... o cheiro do seu perfume era tão gostoso que passeava pelo meu nariz como erva doce, penetrava no meu corpo.. já se achava dono fazendo jus aos traços do meu corpo, suave, melancólico, mas me enfeitiçava não só pela fragrância desse sândalo, mais você era o que os meus olhos desejavam em poder.
Seu olhar firme e interessado se apoiando sobre a mesa e a cabeça naquela aula massante me fazia totalmente perder o foco de tudo, e somente te olhar já me levava para o seu mundo sem permissão sua... O seu jeito, sua respiração... suas balançadas com as pernas, as vezes seus olhos se fechavam por alguns segundos, e te fazia pensar na vida, ou melhor, na sua cama aconxegante que estava longe de você naquele momento.
Toda a noite passa, todos os olhares, todos os pensamentos, podem estar dizendo adeus naquele dia, mas antes de você partir rumo aonde seus pés te levarem, olho nos seus olhos e me envolvo dentro deles... e você faz o mesmo, e os olhares vão ficando mais próximos e mais intensos, quando as bocas começam se saborear de longe, e a respiração fica mais apertada, a sáliva com sede, a garganta ranhada, as bocas vão se sentir...agora, não! as portas se abrem e a despedida é machucavel ao coração da moça.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Rico ou Pobre?

Lembro me muito bem ao ver o Professor de Linguagem e estrutura do discurso perguntar... Quem quer ser rico aqui? a maioria da turma levanta os braços com um ar de sim, já eu permanecia com os braços baixos... e a boca fechada, afinal eu teria de respeitar a opinião de cada individuo que estava naquela sala. Minha garganta coçava, meus dentes se batiam, meus lábios ficavam secos e meus ouvidos estavam cada vez mais indignados, quando esse mesmo cara ao qual tentava passar algo de competente para seus alunos, perguntou: Alguém aqui quer ser pobre? ninguém levantou os braços, ninguém, nem eu... simples, minha cachola raciocinava, ser rico ou pobre não faz a total diferença, o que importa é ser estável, isso que eu queria por para fora, para todos aqueles 60 ou até mais alunos que estavam sentados.
Ser rico não trás felicidade, não trás uma vida tranquila, pelo contrário, você fica cada vez mais louco, tentando administrar todas aquelas notinhas que hoje só se ganha com muito suor, muitos ricos não agem com o coração e muito menos muitos não sabem o que é coragem, afinal, devemos ser ricos de saúde , coração e conhecimentos... Porque ser pobre está mais que comprovado que é doença... trás felicidade, mas não trás o suficiente, querendo ou não o bom da vida é ser estável, é não lhe faltar nada no dia a dia, ter saúde, alegria e até auto confiança em si... ser estável é não desistir de conquistar aquilo que se quer e no final levantar a bandeira da vitória no cume mais alto e gritar à todos que te cercam, eu venci.


Eu vou guardar até quando os Deuses permitir!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Marcas

Lindas janelas de madeira, com verniz por todo lado, essa sim são uma das alegrias para o dia dos cupins ficarem surreal. Se fosse eu que abrisse a janela todos os dias tinha graça, mas eu não sou primeira do Lar à acordar.
Era verão de 2007... às horas eu sempre esqueço porque guardo com frequência o relógio dentro do vaso sanitário, dessa vez eu não fui a última a acordar e nem a primeira, fui a anti primeira, meus cabelos pareciam o da Vanessa da Mata em dia de show, só faltava uma salsinha e pronto, já podia sair na rua, essa era a minha moda, esquisita. Meus olhos consavam... e cada vez que cutucava ficavam vermelho sangue, eu estava com sono, fazia tempo que não despertava naquele horário, foi quando sem menos pensar, crack! era o barulho da janela, é... ela já estava velhinha, mas muito bem conservada de fato, mas precisava de um pingado de óleo nas dobradiças pra ela voltar a mesma moleca de sempre e não fazer tanto barulho e incomodar os vizinhos... com os meus cabelos de Vanessa da Mata não me deixei de curiosidade e encostei meus braços no queixo, e meus olhinhos de sapeca fotografavam tudo que via, foi quando pensei, que céu lindo... devem estar homenageando alguém no dia de hoje, esta tão azulzinho, mas parece gelinho em forma de algodão. A minha vida era repleta de marcas, umas boas e outras ruins, mas não me deixava levar a isso... mas acabei me lembrando do tempo que eu ia à escola, eu saia naquele tempo gelado, com neblina para todo lado, para encontrar com a minha amiga e irmos a luta do dia, confesso que era chato sair de casa cedo, sem ninguém na rua, batendo os dentes de tanto gelo, mas minutos depois subindo a rua rumo à escola, lá no fundo, se via um lindo por do sol, e o vento gelado ia aos poucos secando para o sol tomar conta e esquentar o meu corpo gelado, aquele por do sol em uma sexta-feira ás seis horas e trinta minutos da manhã fazia uma diferença total nos meus olhos, e quem disse que eles conseguiam se desgrudar um do outro..

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Auto ajuda NÃO, Guia de sobrevivência 1

Vizinho chato que dá trabalho todo final de semana, é um problema inevitável e também preciso, aliás ligar para isso não é o melhor creme de beleza, afinal temos tantas coisas para fazer nesse mundo do que passar o dia reclamando de vizinhos que não aproveitam o dia com suavidez e antes que tudo sobre para você, pense: temos de respeitar ao próximo, mesmo que eles não nos respeitem... essa ideia de devolver na mesma moeda é velha... você não saiba... mas talvez, através de um comportamento exagerado seu observado pelo seu vizinho pode se tornar um grande mau sucedido que leva ele a fazer o mesmo que você achando que você e ele vão estar correto...simples situações mudam um ambiente em milésimos, sendo que superior é o lema e posso mostrar pro meu companheiro de portão que sábios são aqueles que observam e nada dizem até que se ache uma saída definitiva sem guerras e preconceito.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Presente? pra mim? é... toma, me paga essa conta que o vencimento é hoje... isso é presente ou é severino na maior cara de pau... nem adianta responder e muito menos colocar a culpa naquele que apareçe na sua frente que enquanto ele abre aquele sorriso bem falso querendo te dizer a quanto tempo eu não te vejo sendo que faz duas semanas que vocês tomaram um ovomaltine juntos, você ja abre um sorriso de boca fechada já pensando, bem que ele poderia ir no meu lugar... mas quem disse que daria certo... você claro, eu não... há... melhor ir sozinho do que mau acompanhado já dizia alguém que por falhas técnicas meu cérebro falha bem agora... é nada, ele já ta na hora de descansar.
Ao chegar, já avisto um bando de formiguinhas fazendo um caracol de sei lá quantos metros... um pingo de suor se forma no meu rosto e escorre feito água pelo chão... minha garganta seca, minha sáliva começa a perder o gosto, mas não adianta dar piti, o que me restava era fazer companhia a aquelas pessoas tão amigaveis.. era o que parecia... um passinho mais pra frente, uma encostada no muro, uma olhada para a lanchonete, uma bocejada que não pode faltar... uma respirada, enfim a fila para, mas logo volta de novo a andar, uma olhada para trás e se ve quantas pessoas chegaram depois de mim... e penso, puxa essas pessoas gostam mesmo de dar dinheiro aos outros heim.
As horas passam, o movimento é cada vez melhor, os ponteiros do relógio correm com rapidez, a lua deixa de ser timida e logo se vê que a noite estará linda... e eu naquela fila... juro que depois que voltei a terminar de ler meuu livro... é na fila mesmo... nem vi o tempo passar, só percebi quando minhas pernas bambeavam de tanto ficar em pé... e meus olhos consavam... e a leitura ia ficando cada vez mais interessante, que por pouco não acabei a última página ali mesmo. Mas nada disso adiantava o sufoco de estar em um lugar aonde você só pode dar passinhos pequenos para frente, e se alongar, mais cuidado pra não arrancar a careca do vovó que ta atrás de você na fila... logo avistei uma luz mais flequicivel... era a última fila pra chegar no caixa... meus olhinhos até brilharam.. fexei o livro e fiquei aguardando ao lado do segurança, que não me metia medo e nem me dava tesão, pronto... aquele negócio inrritante apita. PIIII.. 08 era o meu caixa, fui tão ansiosa que tropeçei no pé do segurança sem sal... desculpa moço... cheguei no caixa tremendo feito vara verde, é faltava forrar a barriga... e ainda pus meus cutuvelos sobre a bancada e a cabeça para baixo segurando a nuca e pensando, aonde eu vou parar!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Elevador Paranóico?

São exatamente oito horas e alguns minutos que o ponteiro do relógio de um desconhecido marca com religiosidade. Uma faculdade lotada de pessoas legais e pessoas chatas, e a turma de Jornalismo indo embora para o lugar que mais desejavam naquela hora, lar doce lar... te lembra alguma coisa? me lembra que é hora de chegar em casa tirar o sapato apertado, comprimentar aos que residem seu lar, contar-lhes como teria sido seu dia, ou talvez nem isso e já cair pra dentro de um belo prato recheado de tudo que você necessita, depois criar repouso, paz, e finalmente dormir e no outro dia... só Deus sabe.
Esses Jornalistas, são tão loucos... ou normais como cada um preferir, que tudo é humildade, aonde cabe nove, porque não caber DEZ? isso mesmo, Dez pessoas dentro de um elevador que nem sabiamos quantas pessoas cabiam, somente uma informação constava, este elevador consiste em 560 Kilos. Se eu não sei nem direito quanto eu peso, que dirá quantos Kilos eu tenho. entra um, entra dois, entra três, vamos que tem mais espaço, entra o quarto, entra o quinto só pra animar a galera, entra o sexto, opa filinha indiana dentro do elevador, até entro o sétimo e o oitavo por indicação própria do garoto que é bastante comunicativo e se introja bem com as pessoas, mas já começa um medo pela nona pessoa ao entrar, seria aquela menina popular, a loira? é ela mesma, e enfim, por motivos alegrais, a décima pessoa entra naquele tranbolho, todo mundo pulando, acho que era pra chamar mais uma chuva ou melhor todo mundo alegre que nem pobre quando vai a praia pela primeira vez. Será que vai descer? Vai, Vai, todo mundo é magrinho, vai de vento e poupa... Opa! a porta fecho, oba, ta descendo 3° Andar, abre a porta e tudo que vemos é a parede, Oh... e começa a feira dentro do elevador, pressão total a 220 V... uma quase desmaia, uma sente a pressão e vai passar mal, outra conta piada, outro pede calma, ambos dão risada, outros ficam quietos, e o Brasil é lindo, quando menos se ouve apenas uma voz... muito calma por sinal, Senhores: aguardem um momento já estamos solucionando o problema, um minuto, dois minutos e nada, aperta de novo o telefone, ve se da certo, apertei, Oi! estamos preso no elevador, Calma, já estamos solucionando o seu problema senhor, não você não está entendendo, tem uma menina passando mal, e o telefone... é desligado na cara de todos... dois minutos e pronto, uma voz ressoa o nosso quase novo lar, Pessoas, desencostem da porta, e logo já podia observar o décimo andar marcando aquela janelinha que mostra os andares, Ufa! vamos sair daqui, subimos, descemos, paramos no -2, a porta abre e damos de cara com um ármario... Oh Deus! e a moça impaciente, não! quero respirar, quero sair daqui, e todos... calma... a gente vai sair, a porta do elevador fecha, e vai descendo, descendo, até abrir mais uma vez a porta e VIVA! estamos vivos, podemos finalmente respirar o ar poluido de São Paulo novamente, saimos livres, dando risada, com mochila nas costas e bolsas nos ombros, decididos a não entrar mais que seis no mesmo elevador, ou quem sabe, repetir de novo?
Eu e a Boneca, temos as mesmas conhecidências, as mesmas situações, as mesmas saias, o mesmo jingado e o mesmo coração, menos que não provem em papel passado somos uma só.
Ela teve um príncipe, mais o perdeu em meio a batalhas perigosas, hoje, ela tem um sapo, um sapo que pode ganhar força a qualquer momento e sair liderando a lagoa totalmente.
O sapo tem olhos com a vontade de que se morde a bolacha negresco, a veracidade nos cabelos nem tão curtos, porém não tão longos... liso feito chapinha em dia de sol... trás a simplicidade do olhar e sempre uma barba bem feita... as vezes chega a ficar ralé... roupas simples vestem seu corpo, e uma melodia à vossos ouvidos como uma canção de niná para dormir gostoso.
Se a boneca tem um sapo assim e ainda acha que amor é uma droga, doe um sapo assim para quem precisa, só que a manchete é bem justa, queremos sapos dez anos mais jovens, caso já se possa vizualizar o caminho desse alguém... faça esses dois caminhos se cruzarem... e quem sabe não encontrem algo bacana para compartilhar não somente em dias de sol, mas também em dias de chuva que a cama é mais saborosa.
Será? que a amiga da boneca? tem sapo e não sabia?! isso só o sapo pode dizer! ou não?