domingo, 7 de novembro de 2010

O dia que nunca acabou

Cada palavra é evidente até hoje, pelo menos para mim. O quanto fui passada a ferro, sem dó e nem piedade.
Te defendi com todas as minhas forças, em todos os momentos me recordava da pessoa que és e em nenhum momento poderia deixar que a ridicularizasem... não ia fazer parte de mim e nem do meu papel.
E tudo que levei foram insultos, gargalhadas, taxada de tudo que é tipo, por estar te defendendo.
A pior dor, que depois... e até mesmo antes de te defender, ouvi coisas muito ruins da sua própria boca, como se a culpa fosse realmente minha.
Me segurei, para na sua frente não me esbaldar, mais passando daquela porta não contive minhas lágrimas, e a minha determinação de que não importa o que tivesse me falado, iria te defender sempre que possível.
Quase perdi o equilíbrio, talvez se tivesse realmente perdido como estaria me imaginando naquela cena antes de acontecer, talvez eu hoje seria uma das poucas pessoas que olharia na sua cara.
Agradeça ao bom menino, branco, do cabelo liso, esperto e bom amigo, se não fosse ele, teria falado muita merda e hoje nem gostaria de saber como está!
Só sei de uma coisa, que não sairá da minha boca que eu assumi toda a culpa, para simplesmente não ver o desgosto que você teria de saber que muitos falaram que não iriam fazer o seu trabalho porque você não merecia.

Nenhum comentário: