Clima tenso, um frio de dar nervos, toda sexta-feira sempre parecia ser a mesma, nunca mudava, tudo não passava de um ritual, não tinha jeito.. as mesmas caras, os mesmos lugares, os mesmos momentos e a mesma falta de vontade.
A pergunta não saia da cabeça, ficar sentada na cadeira e olhar para o relógio, não solucionava o meu problema, o meu sufoco não passava, a minha garganta enroscava, meus olhos só tinham conhecimento de um lugar.. do relógio que ficava na parede... cosando os olhos com a mão, só pra ver se a hora passava.. descendo a mão e parando no queijo, pronto, segurei a cabeça.. e agora fica aquele famoso ponto de interrogação e aquele queixo caído e aquela cara de que aonde eu fui amarrar o meu burro!
Pergunto ou não pergunto? ham... se eu perguntar... ele pode gostar como não pode gostar, mas se eu não tentar eu não vou saber... e se eu tentar eu vou saber até coisas que não seria necessário... mas? é melhor deixar pra lá... não! é melhor perguntar do que ficar com a cabeça do tamanho de uma melancia... mas eu não quero perguntar.. oras, simples, não pergunte... mas se eu não perguntar não vou viver nos próximos 2 meses! filho, oi? quer saber de uma coisa... diga Pai... das coisas só não sabe quem não quer... o direito é de todos... as pessoas podem ser injustas com você, o mundo pode ser traiçoeiro, mas o seu coração nunca te permite que você seja assim, aliás muitas vezes por falta de amor ele pode te obrigar a fazer algo que não queira, mas o seu coração? é o melhor remédio para as ventanias!
Nenhum comentário:
Postar um comentário