segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Marcas

Lindas janelas de madeira, com verniz por todo lado, essa sim são uma das alegrias para o dia dos cupins ficarem surreal. Se fosse eu que abrisse a janela todos os dias tinha graça, mas eu não sou primeira do Lar à acordar.
Era verão de 2007... às horas eu sempre esqueço porque guardo com frequência o relógio dentro do vaso sanitário, dessa vez eu não fui a última a acordar e nem a primeira, fui a anti primeira, meus cabelos pareciam o da Vanessa da Mata em dia de show, só faltava uma salsinha e pronto, já podia sair na rua, essa era a minha moda, esquisita. Meus olhos consavam... e cada vez que cutucava ficavam vermelho sangue, eu estava com sono, fazia tempo que não despertava naquele horário, foi quando sem menos pensar, crack! era o barulho da janela, é... ela já estava velhinha, mas muito bem conservada de fato, mas precisava de um pingado de óleo nas dobradiças pra ela voltar a mesma moleca de sempre e não fazer tanto barulho e incomodar os vizinhos... com os meus cabelos de Vanessa da Mata não me deixei de curiosidade e encostei meus braços no queixo, e meus olhinhos de sapeca fotografavam tudo que via, foi quando pensei, que céu lindo... devem estar homenageando alguém no dia de hoje, esta tão azulzinho, mas parece gelinho em forma de algodão. A minha vida era repleta de marcas, umas boas e outras ruins, mas não me deixava levar a isso... mas acabei me lembrando do tempo que eu ia à escola, eu saia naquele tempo gelado, com neblina para todo lado, para encontrar com a minha amiga e irmos a luta do dia, confesso que era chato sair de casa cedo, sem ninguém na rua, batendo os dentes de tanto gelo, mas minutos depois subindo a rua rumo à escola, lá no fundo, se via um lindo por do sol, e o vento gelado ia aos poucos secando para o sol tomar conta e esquentar o meu corpo gelado, aquele por do sol em uma sexta-feira ás seis horas e trinta minutos da manhã fazia uma diferença total nos meus olhos, e quem disse que eles conseguiam se desgrudar um do outro..

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