02.12.2005, parece ser inútil relembrar datas que já se passaram, mas eu gosto de relembrar cada segundo, cada milésimo, cada instante, por isso, e não só isso, faz tanta diferença no meu coração, e em meu quebra cabeça chamado vida aonde não sei porque raios fiz questão de perder a metade das peças.

Subir em cima do ármario, pegar a tão feliz sacola laranja, abrir a sacola e tirar de dentro além de uma poeira inacabável, escritas de uma jovem garota no seu patamar dos 13,14 anos de idade, que sofria com a vida, é de realmente começar o corpo esquentar, seus olhos coçarem e as lágrimas rolarem. A quatro anos atrás eu não tinha noção de quem eu era, de que eu estaria viva até hoje, não tinha noção de saber porque o céu brilhava tanto ao amanhecer e se devolvia com a mesma intensidade ao anoitecer, sendo que a terra não parava, ninguém congelava, mas eu parava, deixava a vida me levar, deixava os outros me criticarem... e mau conseguia me olhar no espelho do banheiro, era estranha, vivia em paço de tartaruga, aonde sentava... era de puro extase deixar minha bunda ali e ficar horas chorando pelos acontecimentos de minha vida.

Foi nesse exato momento, foi nesse exato dia, que alguém lá de cima deu-me lhe uma luz, ou melhor uma chave, uma única chave aonde dizia que o roteiro de minha vida iria se estabelecer nos próximos dez segundos, só bastava eu pegar confiança em mim e em alguém, foi aí que levantei a cabeça e me dei de lado com a complexidade da aula de matemática, e depois me dei de cara com uma ser meio que transparente para mim que só de olhar já não ia com a cara, mais nesse dia foi diferente, ao levantar a cabeça e olhar para seu rosto fui surpreendida com um belo sorriso que dizia as pequenas palavras, tudo vai ficar bem, não se preocupe, você consegue.
Por um exato momento achei que fosse hora de minha morte, mas logo senti minha vida florindo, graças a esse ser iluminado, a essa professora de matemática.
Tudo isso que digo, parece ser paranormal, no começo é tudo muito confuso, é difícil entender, mais depois na metade do caminho é necessário e fácil de compreender.
Pelo fato de sempre gostar do nome Roberta desde pequena, sempre tive o prazer de ter bonecas com nome de Roberta, quase todas não, todas as minhas bonecas se chamaram Roberta,só que não sabia que com minha brincadeira ingênua, traria pra minha vida uma Roberta de verdade, no qual quando me sinto sozinha e tento olhar para trás, para buscar respostas me vem a imagem das bonecas de brincadeira e a boneca de verdade.

Saudade é sentir falta, mas não é sentir qualquer tipo de falta, é sentir aquele tipo de falta que por estar ali faz doer o peito e encher os olhos de lágrimas.
Saudade é sentir falta daquilo que um dia te fez bem daquilo que te fez abrir um sorriso.
Minha Robertinha, é exatamente meu reflexo, muitas vezes tenhoa-a como meu espelho, minha vida, minha linda, minha véia que vai me dar bengalada no futuro. Eu tenho que pedir desculpas por algumas vezes te ter encarado sem um porque, por ter falado mal de você sem explicação, por muitas vezes não ter te ouvido como professora, mas, agradeço por muita coisa ter mudado na nossa relação, pela nossa amizade que cresceu e se tornou mais saudável... EU AMO VOCÊ MAIS QUE A QUALQUER OUTRA PESSOA NESSE MUNDO.
Kokoro to Kokoro ( De coração à coração)
Obrigada por tudo!

"Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer, mas nunca se esqueça nehum segundo que eu tenho o amor maior do mundo como é grande o meu amor por você."
02.12.2005 * 02.12.2009
4 anos de pura confiança e amizade.
Um comentário:
Uau que fashion.... amei...O boneca é engraçado, o véia, depois a gente conversa...aahahahhah
bj
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