domingo, 3 de fevereiro de 2008

Vida & Morte

'' Todos nós morreremos um dia. O mais importante é a maneira como vivermos. É importante vivermos o máximo que pudermos, mas a longa duração não significa uma boa vida.''

Daqui a 100 anos, muito provavelmente todos que agora lêem esta matéria não estarão mais vivoa. A morte é uma realidade para todos. Mesmo assim, causa dor quando chega para os próximos e espanto para quem pensa nela.
O momento da morte é crucial, sério e importante, e na filosofia diz que até na morte pode haver alegria. Isso não significa que eu encaro levianamente. Pelo contrário é que pelo temor natural à morte e pelo impulso e vontade de viver inatos que o ser humano precisa vivenciar cada momento da vida com ardor e alegria.e o escritor russo, Leon Toístoi (1828-1910) afirma: ' A vida é a alegria e a morte também'.. e se conseguirmos viver com um genuíno sentimento de alegria e satisfação, nossa morte será também tranquila e feliz. Assim,a questão crucial é: quanto maior a satisfação e felicidade em viver, mais sabedoria e confiança tem- se no momento da morte.
Mulheres lidam melhor com o tema
Um dos maiores estudiosos do luto no mundo, em visita ao Brasil, o psiquiatra inglês Colin Murray Parker revelou que as mulheres lidam melhor com a perda de um ente querido porque expressam seus sentimetos mais facilmente. Já os homens têm dificuldade de mostrar a fragilidade diante da morte. Ainda de acordo com o psiquiatra, os orientais se preparam melhor para a morte do que os ocidentais. O fundamental, diz ele, é saber enfrentar a situação, ficar próximo da pessoa que perdeu alguém, fazê-la sentir-se segura, procurar compreendê-la e ser sincero ajuda, e muito.
'' O crucial é o que fizemos com nossa vida. É isso o que determina se nossa vida é boa ou não. De qualquer forma, o importante não é o fato de nossa ser longa ou curta. O bom remédio é, enquanto estamos vivos é a maior felicidade de todas.''
Se enxergarmos a vida como uma infinita jornada, imaginando que a nossa felicidade é compartilhada com a vida latente daquele que amamos, então seremos mais felizes, e por meio de nossas orações faremos com que aquele entre falecido alcance a iluminação e seja também feliz.
Médico da USP.. propõe '' EDUCAÇÃO PARA A MORTE''.
Franklin Santana Santos é doutor de pós-graduação da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, USP.e ele fala:
Várias pesquisas indicam que a crença espiritual ajuda a lidar melhor com a situação, informa. ele estima que 80% dos doentes são adeptos de alguma fé ou religião nesse momento delicado e que isso repercute na melhoria da qualidade de vida:menos estresse e angústia.
É muito comum o paciente agarrar-se à religiãp na busca da recuperação da saúde. No momento da depressão, o paciente a si mesmo. Ele recolhe-se para pensar em seus valores e crenças. É uam depressão saudável porque a pessoa faz uma reflexão e um balanço da vida, conta o professor.
Franklin sugere que o médico, preocupado só com a cura, atente também para a dor do paciente. ''Quando o caso é incurável, esse profissional acha que não tem mais nada a oferecer, mas poderia dar apoio emocional.

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