Clima tenso, um frio de dar nervos, toda sexta-feira sempre parecia ser a mesma, nunca mudava, tudo não passava de um ritual, não tinha jeito.. as mesmas caras, os mesmos lugares, os mesmos momentos e a mesma falta de vontade.
A pergunta não saia da cabeça, ficar sentada na cadeira e olhar para o relógio, não solucionava o meu problema, o meu sufoco não passava, a minha garganta enroscava, meus olhos só tinham conhecimento de um lugar.. do relógio que ficava na parede... cosando os olhos com a mão, só pra ver se a hora passava.. descendo a mão e parando no queijo, pronto, segurei a cabeça.. e agora fica aquele famoso ponto de interrogação e aquele queixo caído e aquela cara de que aonde eu fui amarrar o meu burro!
Pergunto ou não pergunto? ham... se eu perguntar... ele pode gostar como não pode gostar, mas se eu não tentar eu não vou saber... e se eu tentar eu vou saber até coisas que não seria necessário... mas? é melhor deixar pra lá... não! é melhor perguntar do que ficar com a cabeça do tamanho de uma melancia... mas eu não quero perguntar.. oras, simples, não pergunte... mas se eu não perguntar não vou viver nos próximos 2 meses! filho, oi? quer saber de uma coisa... diga Pai... das coisas só não sabe quem não quer... o direito é de todos... as pessoas podem ser injustas com você, o mundo pode ser traiçoeiro, mas o seu coração nunca te permite que você seja assim, aliás muitas vezes por falta de amor ele pode te obrigar a fazer algo que não queira, mas o seu coração? é o melhor remédio para as ventanias!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
O dia que todos que te amam vão lembrar ainda mais de você, principalmente aqueles que você não vê a séculos mais que por alegria nunca esquecem que nesse dia você fica mais jovem e não mais velho como muitos dizem por aí.
Dia de ganhar presentes, ser paparicado pela família e amigos, receber telefonemas, abraços, carinho, comemorar, dar bastante risada... pode ser uma vez por ano... mais é um dia que se não aproveitado com afinco não se torna o seu aniversário e depois você se sentirá culpado por isso.
Renovar nossos objetivos e ideias fazemos todos os dias, só que além do seu ano estar começando nesse dia, nessa exata hora é de merecimento refletir sobre atitudes do presente e além de preservar o nome que carrega no peito ser um pouco benevolente e renovar suas posturas e mudar suas ideias também farão parte desse dia.
Por isso não considere o dia de seu aniversário como um dia qualquer e sim, um dia que cada um de nós renascemos refletimos e decidimos que quem vai construir a história sou eu!
Dia de ganhar presentes, ser paparicado pela família e amigos, receber telefonemas, abraços, carinho, comemorar, dar bastante risada... pode ser uma vez por ano... mais é um dia que se não aproveitado com afinco não se torna o seu aniversário e depois você se sentirá culpado por isso.
Renovar nossos objetivos e ideias fazemos todos os dias, só que além do seu ano estar começando nesse dia, nessa exata hora é de merecimento refletir sobre atitudes do presente e além de preservar o nome que carrega no peito ser um pouco benevolente e renovar suas posturas e mudar suas ideias também farão parte desse dia.
Por isso não considere o dia de seu aniversário como um dia qualquer e sim, um dia que cada um de nós renascemos refletimos e decidimos que quem vai construir a história sou eu!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Sentimento vazio
São Paulo, 05 de março de 1983.
Noite, nada estrelada, tempo feio, ônibus lotado... pessoas te esmagando e só porque você é magrinha acham que tem o direito de te levar junto com esses bundões que só por Deus viu.
O motorista parecia que tinha problemas com banheiro, afinal toda vez que alguém apertava aquela bendita campanhia pra informar que ia descer no próximo o motorista já ia preparando sua freiadas inéditas.. uma delas eu quase atravessei a catraca, é, sério... se fosse idosa tinha graça era só ficar lá na frente bajulando os velhos e pimba, mas era jovem, era não, ainda sou... nesse balancejo do ônibus, no desenrolar que meu estomago está fazendo depois do Mc cheddar do Mc Donald, no sono e no cansaso que as pessoas transmitem, pareciam até querer me levar junto com precisão, nos momentos loves de uma garota apaixonada pelo seu novo namorado que pode estar botando um chifre nela à duas quadras perto da casa dela... esses celulares viu, foi aí... filmei... ninguém mandou eu ter olhos tão potentes, olhei para a janela do ônibus e vi a sombra de uma moça cosando os olhos, e tentando disfarçar que tudo estava bem, bem mal por sinal né, aqueles foninhos de ouvido pareciam deixar ela pior, ela cantava baixinho, somente para ela escutar, devia ser alguma música romântica que a cada frase que ela repetia a emoção era maior e se via a vontade de derramar lágrimas jamais vistas, e aqueles foninhos de ouvido pareciam o seu melhor inimigo naquela hora, de forma alguma não alegrava, só entristecia, e as horas passavam e o sofrimento era maior, mas dava pra se notar a impaciência da moça, as bufadas com a boca, as olhadas para os lados para disfarçar as lágrimas e tudo isso me parecia novela mexicana. Quando começei a me intereçar como telespectadora fanática um carinha levanta e dá o lugar para ela sentar, the end, não vi seu rosto, não vi quem eras, e também nunca mais verei.
Noite, nada estrelada, tempo feio, ônibus lotado... pessoas te esmagando e só porque você é magrinha acham que tem o direito de te levar junto com esses bundões que só por Deus viu.
O motorista parecia que tinha problemas com banheiro, afinal toda vez que alguém apertava aquela bendita campanhia pra informar que ia descer no próximo o motorista já ia preparando sua freiadas inéditas.. uma delas eu quase atravessei a catraca, é, sério... se fosse idosa tinha graça era só ficar lá na frente bajulando os velhos e pimba, mas era jovem, era não, ainda sou... nesse balancejo do ônibus, no desenrolar que meu estomago está fazendo depois do Mc cheddar do Mc Donald, no sono e no cansaso que as pessoas transmitem, pareciam até querer me levar junto com precisão, nos momentos loves de uma garota apaixonada pelo seu novo namorado que pode estar botando um chifre nela à duas quadras perto da casa dela... esses celulares viu, foi aí... filmei... ninguém mandou eu ter olhos tão potentes, olhei para a janela do ônibus e vi a sombra de uma moça cosando os olhos, e tentando disfarçar que tudo estava bem, bem mal por sinal né, aqueles foninhos de ouvido pareciam deixar ela pior, ela cantava baixinho, somente para ela escutar, devia ser alguma música romântica que a cada frase que ela repetia a emoção era maior e se via a vontade de derramar lágrimas jamais vistas, e aqueles foninhos de ouvido pareciam o seu melhor inimigo naquela hora, de forma alguma não alegrava, só entristecia, e as horas passavam e o sofrimento era maior, mas dava pra se notar a impaciência da moça, as bufadas com a boca, as olhadas para os lados para disfarçar as lágrimas e tudo isso me parecia novela mexicana. Quando começei a me intereçar como telespectadora fanática um carinha levanta e dá o lugar para ela sentar, the end, não vi seu rosto, não vi quem eras, e também nunca mais verei.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Aquela cadeira não me é nem um pouco confortável, mas ao olhar para o lado direito, as coisas começavam a mudar e a cadeira em instantes vira aquelas poltronas bem fofinhas do cinema, O titulo, era comédia romântica.
Pescoço teimoso que cismo que a aula dava mais ênfase ao virar para o lado e não para frente... o cheiro do seu perfume era tão gostoso que passeava pelo meu nariz como erva doce, penetrava no meu corpo.. já se achava dono fazendo jus aos traços do meu corpo, suave, melancólico, mas me enfeitiçava não só pela fragrância desse sândalo, mais você era o que os meus olhos desejavam em poder.
Seu olhar firme e interessado se apoiando sobre a mesa e a cabeça naquela aula massante me fazia totalmente perder o foco de tudo, e somente te olhar já me levava para o seu mundo sem permissão sua... O seu jeito, sua respiração... suas balançadas com as pernas, as vezes seus olhos se fechavam por alguns segundos, e te fazia pensar na vida, ou melhor, na sua cama aconxegante que estava longe de você naquele momento.
Toda a noite passa, todos os olhares, todos os pensamentos, podem estar dizendo adeus naquele dia, mas antes de você partir rumo aonde seus pés te levarem, olho nos seus olhos e me envolvo dentro deles... e você faz o mesmo, e os olhares vão ficando mais próximos e mais intensos, quando as bocas começam se saborear de longe, e a respiração fica mais apertada, a sáliva com sede, a garganta ranhada, as bocas vão se sentir...agora, não! as portas se abrem e a despedida é machucavel ao coração da moça.
Pescoço teimoso que cismo que a aula dava mais ênfase ao virar para o lado e não para frente... o cheiro do seu perfume era tão gostoso que passeava pelo meu nariz como erva doce, penetrava no meu corpo.. já se achava dono fazendo jus aos traços do meu corpo, suave, melancólico, mas me enfeitiçava não só pela fragrância desse sândalo, mais você era o que os meus olhos desejavam em poder.
Seu olhar firme e interessado se apoiando sobre a mesa e a cabeça naquela aula massante me fazia totalmente perder o foco de tudo, e somente te olhar já me levava para o seu mundo sem permissão sua... O seu jeito, sua respiração... suas balançadas com as pernas, as vezes seus olhos se fechavam por alguns segundos, e te fazia pensar na vida, ou melhor, na sua cama aconxegante que estava longe de você naquele momento.
Toda a noite passa, todos os olhares, todos os pensamentos, podem estar dizendo adeus naquele dia, mas antes de você partir rumo aonde seus pés te levarem, olho nos seus olhos e me envolvo dentro deles... e você faz o mesmo, e os olhares vão ficando mais próximos e mais intensos, quando as bocas começam se saborear de longe, e a respiração fica mais apertada, a sáliva com sede, a garganta ranhada, as bocas vão se sentir...agora, não! as portas se abrem e a despedida é machucavel ao coração da moça.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Rico ou Pobre?
Lembro me muito bem ao ver o Professor de Linguagem e estrutura do discurso perguntar... Quem quer ser rico aqui? a maioria da turma levanta os braços com um ar de sim, já eu permanecia com os braços baixos... e a boca fechada, afinal eu teria de respeitar a opinião de cada individuo que estava naquela sala. Minha garganta coçava, meus dentes se batiam, meus lábios ficavam secos e meus ouvidos estavam cada vez mais indignados, quando esse mesmo cara ao qual tentava passar algo de competente para seus alunos, perguntou: Alguém aqui quer ser pobre? ninguém levantou os braços, ninguém, nem eu... simples, minha cachola raciocinava, ser rico ou pobre não faz a total diferença, o que importa é ser estável, isso que eu queria por para fora, para todos aqueles 60 ou até mais alunos que estavam sentados.
Ser rico não trás felicidade, não trás uma vida tranquila, pelo contrário, você fica cada vez mais louco, tentando administrar todas aquelas notinhas que hoje só se ganha com muito suor, muitos ricos não agem com o coração e muito menos muitos não sabem o que é coragem, afinal, devemos ser ricos de saúde , coração e conhecimentos... Porque ser pobre está mais que comprovado que é doença... trás felicidade, mas não trás o suficiente, querendo ou não o bom da vida é ser estável, é não lhe faltar nada no dia a dia, ter saúde, alegria e até auto confiança em si... ser estável é não desistir de conquistar aquilo que se quer e no final levantar a bandeira da vitória no cume mais alto e gritar à todos que te cercam, eu venci.
Ser rico não trás felicidade, não trás uma vida tranquila, pelo contrário, você fica cada vez mais louco, tentando administrar todas aquelas notinhas que hoje só se ganha com muito suor, muitos ricos não agem com o coração e muito menos muitos não sabem o que é coragem, afinal, devemos ser ricos de saúde , coração e conhecimentos... Porque ser pobre está mais que comprovado que é doença... trás felicidade, mas não trás o suficiente, querendo ou não o bom da vida é ser estável, é não lhe faltar nada no dia a dia, ter saúde, alegria e até auto confiança em si... ser estável é não desistir de conquistar aquilo que se quer e no final levantar a bandeira da vitória no cume mais alto e gritar à todos que te cercam, eu venci.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Marcas
Lindas janelas de madeira, com verniz por todo lado, essa sim são uma das alegrias para o dia dos cupins ficarem surreal. Se fosse eu que abrisse a janela todos os dias tinha graça, mas eu não sou primeira do Lar à acordar.
Era verão de 2007... às horas eu sempre esqueço porque guardo com frequência o relógio dentro do vaso sanitário, dessa vez eu não fui a última a acordar e nem a primeira, fui a anti primeira, meus cabelos pareciam o da Vanessa da Mata em dia de show, só faltava uma salsinha e pronto, já podia sair na rua, essa era a minha moda, esquisita. Meus olhos consavam... e cada vez que cutucava ficavam vermelho sangue, eu estava com sono, fazia tempo que não despertava naquele horário, foi quando sem menos pensar, crack! era o barulho da janela, é... ela já estava velhinha, mas muito bem conservada de fato, mas precisava de um pingado de óleo nas dobradiças pra ela voltar a mesma moleca de sempre e não fazer tanto barulho e incomodar os vizinhos... com os meus cabelos de Vanessa da Mata não me deixei de curiosidade e encostei meus braços no queixo, e meus olhinhos de sapeca fotografavam tudo que via, foi quando pensei, que céu lindo... devem estar homenageando alguém no dia de hoje, esta tão azulzinho, mas parece gelinho em forma de algodão. A minha vida era repleta de marcas, umas boas e outras ruins, mas não me deixava levar a isso... mas acabei me lembrando do tempo que eu ia à escola, eu saia naquele tempo gelado, com neblina para todo lado, para encontrar com a minha amiga e irmos a luta do dia, confesso que era chato sair de casa cedo, sem ninguém na rua, batendo os dentes de tanto gelo, mas minutos depois subindo a rua rumo à escola, lá no fundo, se via um lindo por do sol, e o vento gelado ia aos poucos secando para o sol tomar conta e esquentar o meu corpo gelado, aquele por do sol em uma sexta-feira ás seis horas e trinta minutos da manhã fazia uma diferença total nos meus olhos, e quem disse que eles conseguiam se desgrudar um do outro..
Era verão de 2007... às horas eu sempre esqueço porque guardo com frequência o relógio dentro do vaso sanitário, dessa vez eu não fui a última a acordar e nem a primeira, fui a anti primeira, meus cabelos pareciam o da Vanessa da Mata em dia de show, só faltava uma salsinha e pronto, já podia sair na rua, essa era a minha moda, esquisita. Meus olhos consavam... e cada vez que cutucava ficavam vermelho sangue, eu estava com sono, fazia tempo que não despertava naquele horário, foi quando sem menos pensar, crack! era o barulho da janela, é... ela já estava velhinha, mas muito bem conservada de fato, mas precisava de um pingado de óleo nas dobradiças pra ela voltar a mesma moleca de sempre e não fazer tanto barulho e incomodar os vizinhos... com os meus cabelos de Vanessa da Mata não me deixei de curiosidade e encostei meus braços no queixo, e meus olhinhos de sapeca fotografavam tudo que via, foi quando pensei, que céu lindo... devem estar homenageando alguém no dia de hoje, esta tão azulzinho, mas parece gelinho em forma de algodão. A minha vida era repleta de marcas, umas boas e outras ruins, mas não me deixava levar a isso... mas acabei me lembrando do tempo que eu ia à escola, eu saia naquele tempo gelado, com neblina para todo lado, para encontrar com a minha amiga e irmos a luta do dia, confesso que era chato sair de casa cedo, sem ninguém na rua, batendo os dentes de tanto gelo, mas minutos depois subindo a rua rumo à escola, lá no fundo, se via um lindo por do sol, e o vento gelado ia aos poucos secando para o sol tomar conta e esquentar o meu corpo gelado, aquele por do sol em uma sexta-feira ás seis horas e trinta minutos da manhã fazia uma diferença total nos meus olhos, e quem disse que eles conseguiam se desgrudar um do outro..
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